Re-cordis [Esquiços & Astrolábios]
25,00€
Texto: J. J. Silva Garcia
Posfácio: Jorge Velhote
Design: Pedro E. Santos
Formato: 19 x 13 cm
172 páginas
ISBN: 978-989-36928-2-0
Capa Dura
Descrição
“(…) A matéria-prima de Re-cordis [Esquiços & Astrolábios] vem de tempos diversos e de lugares diferentes. Mas, nenhum poema é inspiração. É sobrevivência.
Os temas escolhidos, os que nos atravessam. Coragem para ficar quando nos empurram para fugir. Verdade para dizer o que dói. Sombra para integrar o que se nega.
Amor muito para além dos contos de fadas. Raiz, porque sem lugar, sem seara, sem montanha e sem mar não é possível qualquer escrita.(..)
Cortar para entender, para preencher a consciência e preparar a cura. Neste livro há poemas escritos para cortar. O punhal em forma de palavra, a falar de sombras. Outros poemas a lembrar a urgência da vida. Versos onde pode existir perda, dúvida, silêncio e raiva. Mas a maioria a falar do que nos salva: coragem, amor, raiz, mar, recomeço. Para que a vida tenha significado.
Cada poema é uma porta. Uns abrem para a sombra. Outros para a luz.”
– J.J. Silva Garcia –
POSFÁCIO
DESLOCAÇÃO, MELANCOLIA, ASSENTAMENTO
” (…) Esquiços & Astrolábios [Re-cordis], assume-se como um livro repositório da intermitência do trabalho poético de J. J. Silva Garcia. Neste livro se acolhem, como se fora do tempo, muitos dos seus poemas, enquanto outros, como se arrancados a páginas diarísticas, arrumam o mundo e tomam posição sobre as dores dos dias — nestes há um poeta atento e a deixar pulsar no papel o presente inalienável, comprometido nos despojos dos afazeres e do seu compromisso criterioso e humanista. Na realidade, um arquitecto a redimensionar o mundo entre espaços, volumes, funções a que se destina o que se desenha e edificará para transfigurar na natureza a paisagem. (…)
Esquiços & Astrolábios [Re-cordis] —, nos seus interstícios e atmosféricas esquinas ou espelhos, outorga, como fluxo ou herança, sem medo, a desocultação da emergência do possível, uma gramática que, apesar do inevitável júbilo e da consciência do efémero com que as emoções e os sentimentos nos assolam em fúria —, deixa-nos, ainda, marcante, um sentimento de comprometida esperança que poderemos saber acolher com alegria.”
– Jorge Velhote –
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